Cervejas típicas a história de países que disputam a Copa


Cervejas típicas refletem a história de países que disputam a Copa

Bebida feita na Bélgica é aromática e na Inglaterra, mais equilibrada

Futebol e cerveja: sommelier liga estilos da bebida às seleções em campo na Copa da Rússia

Sommelier explica tipos de cerveja produzidas na Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Brasil. ‘É uma bebida muito democrática’, diz.

Nem só o futebol de Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Brasil, seleções participantes da Copa na Rússia é admirado. Os países também são conhecidos pela produção de cervejas – os três primeiros conquistaram seguidores por todo o mundo, e a bebida brasileira já ganha fama com a mistura de ingredientes locais.

Em dia de jogo, a cerveja é companheira da torcida em qualquer parte do planeta e, em campo, os jogadores refletem a cultura de seus países, a diversidade da bebida e da bola nos pés. Pelo menos é o que explica o sommelier de cerveja Almir Tavares.

“A cerveja é uma receita. Elas podem ser leves, amargas, refrescantes, adocicadas, mais ácidas, com baixo e alto teor alcoólico, cada bebida desenvolve uma nova receita e isso que é legal. Por causa disso, que é uma bebida muito democrática, tanto quanto o futebol. Em qualquer lugar do mundo você vê pessoas tomando cerveja”, afirma.

A fórmula futebol e cerveja é uma velha conhecida da Alemanha. Apesar de ter sido eliminada na primeira fase da Copa, o país ainda é campeão na produção da bebida. As cervejas seguem a Lei de Pureza, criada em 1516, e nas suas receitas levam apenas os ingredientes água, malte, lúpulo e levedura. Daí a origem da expressão “puro malte”.

“Do país vêm às famosas pilseners, cervejas de baixa fermentação, e as cervejas de trigo, que combinam com o nosso clima. São mais leves, refrescantes, com baixo teor alcoólico e mais fáceis de serem encontradas no Brasil. Quando vai para a seleção, a Alemanha sempre teve o esquema tático bem definido, é uma seleção sempre muito bem colocada em campo e são referências”, diz.

A escola alemã compreende a região da Bavária e da Boêmia, na República Tcheca. Os principais estilos das cervejas são Pilsener, Munich Helles, Bock, Schwarzbier e as de trigo, Weissbier.

Na Bélgica, ao longo da história, a cerveja sofreu influência de outras culturas e é produzida com diversos ingredientes. O país é conhecido como o paraíso da bebida. Em campo, a seleção belga é composta por uma miscigenação de atletas, como a mistura de aromas e sabores, que se tem na bebida.

“É um povo muito aberto, sem preconceitos. Na época da Segunda Guerra recebeu gente do mundo inteiro. As cervejas são aromáticas, produzidas com especiarias e com sabores explosivos. Quando a seleção belga joga, consegue-se ver esse encanto, com jogadores morenos, brancos, com cabelos enrolados, lisos, o que tem muito a ver com a história da cerveja”, explica.

Além da Bélgica, a escola cervejeira do país compreende o Norte da França e o Sul da Holanda. Os principais estilos de cerveja são Blonde Ale, Witbier, Dark Ale, Golden Ale, Tripel, Dubbel e Quadruppel.

Na opinião do sommelier, as cervejas e o futebol inglês são sinônimos de elegância. “A escola inglesa traz cervejas com características equilibradas, com amargor e doçor, equilíbrio entre o lúpulo, que dá o amargor, e o malte, que dá doçor. É considerada uma cerveja de pub, em que a pessoa toma com mais leveza e isso é bem característico do produto produzido no país. Pensa na rainha da Inglaterra, com aquela elegância toda. A elegância dentro do time é um link para a cultura inglesa”,Diz.

Os principais estilos da escola cervejeira inglesa são Pale Ale, Porter, Stout, Old Ale, Barleywine, Brown Ale.

No Brasil

Apesar da preferência do brasileiro pela cerveja, o país não possui uma escola cervejeira propriamente dita, mas é muito influenciado pelas principais produtoras no mundo.

A produção de cervejas artesanais começou em 1990 e, na última década, foi intensificada, com o surgimento de diversas marcas. De acordo a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), São Paulo com 124 cervejarias, é o segundo estado com o maior número de delas no Brasil. O primeiro é o Rio Grande do Sul, com 142, e o terceiro é Minas Gerais, com 87.

A Pilsener é o estilo mais consumido por ser leve e refrescante, o que combina com o clima, explica Tavares.

“O Brasil tem cervejas de boa qualidade e algumas regiões começaram a usar ingredientes típicos para produzir a bebida. Atualmente, é comum ter cervejas de jabuticaba, com frutas tropicais, com manga, açaí, cupuaçu. Estamos tentando criar uma identidade, algo que, no futebol, a gente já tem”, diz.

fonte: G1/Patrícia Rennó

Foto: Patrícia Rennó/G1

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