Dólar volta a bater R$ 4, mas muda de rumo e passa a cair

Dólar volta a bater R$ 4, mas muda de rumo e passa a cair

agosto 13, 2019 0 Por noticias

Dólar volta a bater R$ 4, mas muda de rumo e passa a cair

Na sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,33%, a R$ 3,9399. Na semana passada, teve alta de 1,25%.

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (12), com os investidores evitando tomar riscos em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e China e também à volatilidade no mercado argentino.

A moeda norte-americana terminou o dia em alta de 1,1%, vendida a R$ 3,9833. Foi o maior patamar de fechamento em três meses. Veja mais cotações. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 4,0127.

A Bovespa também foi afetada pelo cenário externo e caiu 2%, a 101.915 pontos.

Na sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,33%, a R$ 3,9399. Na semana passada, teve alta de 1,25%. Foi a quarta alta semanal consecutiva. No ano, a moeda norte-americana tem alta acumulada de 1,70%.

Variação do dólar em 2019
Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
Fonte: ValorPro

Cenário externo

O câmbio no Brasil sentiu o aumento da volatilidade no mercado argentino, onde o peso desabou cerca de 30% no pior momento do dia, para uma nova mínima recorde. A desvalorização ocorreu por conta de receios de que o futuro governo possa adotar políticas econômicas heterodoxas, após eleições primárias na Argentina no fim de semana apontarem para uma derrota da chapa do atual presidente, Mauricio Macri.

A instabilidade no mercado argentino tende a afetar o brasileiro, uma vez que o país vizinho é importante destino das exportações brasileiras de manufaturados e quedas nas compras podem impactar negativamente o já lento crescimento econômico doméstico.

Mas o dólar também se fortaleceu de forma generalizada ante emergentes, diante dos receios em torno da guerra comercial entre chineses e norte-americanos. A fuga de risco beneficiou o iene e derrubou Wall Street.

"Esperamos que a incerteza continue elevada em agosto conforme o próximo capítulo da guerra (comercial) entre EUA e China se desenrola", disseram estrategistas do Bank of America em nota a clientes. "A América Latina parece ser a região mais exposta dentre os emergentes", acrescentaram.

Na semana passada, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o Brasil está bem preparado para enfrentar crises externas.

O país tem quase US$ 389 bilhões em reservas cambiais, com US$ 68,9 bilhões em swaps cambiais de posse do mercado.

Cenário local

No panorama doméstico, investidores seguem acompanhando a tramitação da reforma da Previdência no Senado. Na sexta-feira, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que a reforma será aprovada pela casa e que eventuais alterações serão viabilizadas por meio de uma chamada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) paralela.


fonte: g1

foto: divulgação

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